A Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) deve colocar R$ 300 milhões de seus títulos à disposição do mercado de capitais. A decisão será sacramentada numa assembleia geral extraordinária convocada pelo presidente do Conselho Administrativo, Carlos Palma Mello, para a próxima quinta-feira (22), às vésperas do São João.
De acordo com a pauta de convocação, publicada no Diário Oficial do último dia 15, os R$ 300 milhões “serão objeto de oferta pública de distribuição, por meio do rito automático, sem análise prévia”.
O texto detalha que a companha pretende fazer a emissão de 300 mil debêntures simples, que por ora não serão conversíveis em ações.
Para o interlocutores do setor, a ação, se validada pela assembleia extraordinária, será uma espécie de ensaio para uma futura privatização.
A abertura de capital da Embasa foi aprovada em março de 2022 na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir do Projeto de Lei 24.362/2021 enviado pelo então governador Rui Costa (PT).
Na época, o texto foi alvo de protestos da oposição e até de alguns governistas, além de manifestações contrárias do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sindae), cujos membros ocuparam as galerias do plenário da AL-BA durante a votação do projeto.
