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Jornalista denuncia cobrança abusiva em barraca no Porto da Barra e relata constrangimento: “De caloteiro a corno”

por Redação

O jornalista Vitor Castro usou as redes sociais para relatar uma situação de constrangimento que teria vivido em uma barraca no Porto da Barra, em Salvador. Segundo ele, a conta por cinco latinhas de cerveja e o uso de uma cadeira chegou a quase R$ 200. Ao questionar a cobrança, o jornalista afirmou que outros barraqueiros foram chamados para explicar os valores.

Quase paguei agora 200 reais em cinco latinhas de cerveja e uma cadeira aqui na Barra”, relatou.

Segundo Vitor, a funcionária informou que o kit custava R$ 15 e cada cerveja, R$ 10. Ao pedir esclarecimentos, ele recebeu um cardápio, mas questionou a diferença entre o produto consumido e o que estava descrito na lista de preços.

De acordo com o jornalista, a trabalhadora explicou que a Prefeitura de Salvador teria proibido a venda de cerveja em garrafas long neck, permitindo apenas latas. Vitor afirmou que acabou pagando pouco mais de R$ 100 e não incluiu os 10% de serviço.

JORNALISTA RELATA OFENSA
Além da cobrança, Vitor afirmou que foi alvo de uma ofensa durante o pagamento. Segundo ele, a responsável pela barraca orientou uma funcionária a cobrar no débito, alegando que ele poderia contestar a transação no crédito.

Fulana, cobre no débito, viu? Que se for no crédito esse corno vai estornar”, teria dito a responsável, conforme o relato do jornalista.

“Imagine, minha gente, de caloteiro a corno”, comentou Vitor.

O jornalista também criticou a forma como a situação foi conduzida e afirmou que a presença de outros trabalhadores para explicar a cobrança o fez se sentir coagido.

Imagine um turista, uma pessoa que vem de fora, que não conhece ninguém e está aqui sozinho, recebe uma conta dessa e questiona, e ao mesmo tempo a pessoa chama várias outras pessoas para explicar o valor dessa conta. Eu acho que isso é coação”, declarou.

COBRANÇA POR FISCALIZAÇÃO
Vitor também cobrou mais atenção do poder público diante de denúncias envolvendo cobranças na orla de Salvador. Ele citou a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), responsável pela ordenação do comércio informal na cidade, e a Polícia Civil.

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“Eu acho que há uma ineficiência muito grande do poder público, tanto da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Ordem Pública, que define o trabalho dos ambulantes de Salvador, mas também da Polícia Civil”, afirmou.

Até o momento, não há informações sobre um posicionamento da barraca ou da pessoa citada pelo jornalista a respeito do relato.

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