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Em ato na Barra, Lula critica Trump e alfineta Flávio Bolsonaro

por Redação

Em tom duro durante ato de campanha na Barra, em Salvador, nesta terça-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) potencializou às críticas contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e fez referências à disputa pelo Governo da Bahia. A caminhada entre Ondina e o Farol da Barra reuniu Lula, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e os candidatos ao senado Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), em uma das últimas agendas da campanha antes do primeiro turno.

Ao abordar a relação com os Estados Unidos, Lula afirmou que não quer um conflito com Trump, mas disse que pretende enfrentá-lo no campo político e argumentativo. O presidente também rejeitou qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

“Eu digo com prazer para o Trump: não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições são do povo brasileiro”, afirmou.

Lula também respondeu ao que classificou como uma disputa de narrativas com o governo norte-americano. “Eu não quero guerra com você, cara. Eu quero ganhar na narrativa com você. Eu quero ganhar no argumento de você”, declarou.

Ovacionado, Lula também direcionou parte do discurso ao opositor Flávio Bolsonaro e citou sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. “Esse país não pode permitir que alguém seja eleito presidente da República e possa fazer toda a sacanagem que ele fazia, montar quadrilha da Presidência, criar um banqueiro que foi uma quadrilha e que nós prendemos eles. Esse cara quer ser o presidente da República. O que será desse país?”, disparou.

Em outro momento, Lula questionou a experiência do bolsonarista e colocou sua própria trajetória política em contraposição à de Flávio. “Eu estou no meu terceiro mandato de presidente”, afirmou Lula, antes de criticar o que classificou como falta de experiência do opositor. Ele também cobrou publicamente a relação do candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que o senador precisa explicar sua participação nas orgias promovidas pelo dono do extinto Banco Master.

“LulaNeto”

Outro ponto alto do discurso foi quando o chefe do Palácio do Planalto falou sobre a disputa na Bahia, polarizada entre o governador Jerônimo Rodrigues e ACM Neto (União Brasil) e a tentativa da oposição de emplacar o voto “Lula Neto”.

“Não existe possibilidade de Neto Lula, esse Neto Lula já inventou até que era negro para enganar o povo da Bahia. Não é possível que um cara, eu conheci ele como ‘jóquei de cabrito’ porque o tamanho dele, ele só pode mesmo ser ‘jóquei de cabrito’, não pode ser outra coisa, é mentiroso. Ele tem que explicar a relação dele com Vorcaro, ele tem que explicar se ele participava dessas orgias que eles patrocinavam”, disparou.

Ao mencionar o cenário no Estado, Lula questionou a possibilidade de apoiar candidatos de campos políticos diferentes na mesma eleição, reforçando a estratégia do PT de cravar na cabeça do eleitor a necessidade do “voto casadinho”.

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