Quem frequenta os grandes eventos no Rio de Janeiro já está acostumado a ver o “Globoceta” circulando pelas ruas da capital fluminense. Nesta quinta-feira (1º), o veículo da ‘Fundação Boquete Pinto’ roubou a cena na frente do Copacabana Palace, hotel onde Lady Gaga está hospedada na cidade às vésperas do show que acontece neste sábado (3).
Lotado de fãs da artista, o carro ficou estacionado tocando diversos sucessos da artista e promoveu um momento de diversão para quem estava no local em busca de ver a popstar. Apesar de ter chamado bastante atenção, nem mesmo o “Globoceta” fez com que Gaga aparecesse na sacada do hotel.
Notícias
Atriz mirim do SBT sofre sete paradas cardíacas após diagnóstico de tumor cerebral e luta pela vida
Após descobrir um tumor cerebral e sofrer sete paradas cardíacas nesta quarta-feira (30), a atriz Millena Brandão, de 11 anos, precisou ser entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Thays Brandão, mãe e representante da artista, contou que Millena foi levada ao hospital após reclamar de constantes dores de cabeça, onde os médicos identificaram uma massa de cinco centímetros no cérebro da criança.
As paradas cardíacas ocorreram durante a tentativa dos médicos de transferi-la para o Hospital das Clínicas, também em São Paulo. Em entrevista a um portal de notícias, Thays relatou que Millena precisa estar estabilizada para realizar a transferência.
“Ela precisa se estabilizar, porque todas as vezes que tentaram manuseá-la, ela entrou em parada cardíaca. Ontem mesmo ela teve sete paradas, foi reanimada e voltou das sete. […] Estamos na luta, mas ela vai sair dessa, se Deus quiser. Ela não está reagindo, não se mexe. É um caso muito delicado por conta dessas paradas cardíacas”, disse Thays.
Millena Brandão foi figurante na novela “A Infância de Romeu e Julieta”, do SBT, e na série “Sintonia”, da Netflix.
Após proibição de pregar, pastor mirim Miguel Oliveira faz post enigmático nas redes sociais
Miguel Oliveira, conhecido como o “profeta mirim”, se manifestou de forma enigmática nas redes sociais nesta quinta-feira (1º), após ser proibido pelo Conselho Tutelar de continuar seu ministério religioso. Em uma publicação nos stories do Instagram, o adolescente de 15 anos compartilhou o versículo bíblico, sugerindo estar sendo alvo de perseguição.
“E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”, escreveu, sobre uma imagem sua “amordaçado”.
A manifestação ocorre dias após o Conselho determinar que Miguel está impedido de pregar em igrejas, participar de eventos religiosos, viajar e usar redes sociais por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após reunião com os pais e a liderança espiritual do jovem. Caso a ordem seja descumprida, os responsáveis legais podem, inclusive, perder a guarda do adolescente.
A trajetória de Miguel nas redes e nos púlpitos sempre foi acompanhada de grande repercussão, mas também de controvérsias. Uma das pregações mais comentadas aconteceu quando ele utilizou a expressão “of the king, the power” durante uma suposta revelação em inglês, frase que viralizou como meme por não fazer sentido gramaticalmente e por ter sido copiada de outro pregador.
Em outro episódio polêmico, Miguel aparece rasgando laudos médicos supostamente pertencentes a uma fiel com diagnóstico de leucemia. No vídeo, ele afirma diante da igreja: “Eu rasgo o câncer, filtro o teu sangue e curo a leucemia”.
Com mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram, o jovem ganhou notoriedade por relatar que nasceu sem cordas vocais e sem tímpanos, mas teria sido milagrosamente. No entanto, nunca apresentou exames que comprovem as condições de nascimento, alegando que os documentos se perderam em mudanças residenciais. Ele afirma ainda ter apenas 20% da visão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já admite a possibilidade de demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência Social. A saída do comando da pasta passou a ser estudada pelo petista após o desempenho de Lupi no enfretamento da crise provocada por descontos em benefícios doInstituto Nacional de Seguridade Social (INSS) sem a autorização dos aposentados e pensionistas.
Segundo o jornal Folha de SP, No Palácio do Planalto, a avaliação é que após uma semana de deflagração da crise no INSS, o ministro não conseguiu oferecer soluções para a contenção dos problemas que abalaram a reputação do governo em um momento de recuperação de popularidade do presidente.
Um dos exemplos da atual situação de Lupi está no fato de ele não ter apresentado um substituto para o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que deixou o cargo após ordem de Lula.
Nesta quarta-feira (30), Lula nomeou o procurador Gilberto Waller Júnior como novo presidente da instituição por indicação do ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) e apoio do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho.
Na manhã da quarta, auxiliares do presidente falavam em sobrevida para o ministro. Mas o cenário mudou. Embora Lupi tenha se defendido com firmeza ao falar à Câmara dos Deputados, integrantes do governo reconhecem um problema administrativo na conduta do ministro e afirmam que hoje uma demissão seria uma decisão política, em resposta a uma omissão do chefe da pasta.
Saiba quem é novo presidente do INSS
O procurador federal Gilberto Waller Júnior foi escolhido pelo presidente Lula (PT) para assumir a presidência do INSS nesta quarta-feira, 30. A informação foi confirmada em nota disparada pela imprensa pelo Palácio do Planalto.
A novidade será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), em substituição da ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, que assumia o cargo de forma interina após a saída de Alessandro Stefanutto, a pedido do mandatário.
Segundo o Palácio do Planalto, Gilberto Waller é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais com pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro. Ele ingressou no Poder Público como procurador do INSS em 1998, tendo ocupado os cargos de corregedor-geral do INSS de 2001 a 2004 e subprocurador-geral do INSS de 2007 a 2008.
Gilberto também ocupou cargo na Controladoria-Geral da União (CGU), na função de ouvidor-geral da União nos anos de 2016 a 2019. Ele também atuou como corregedor-geral da União de 2019 a 2023.
Atualmente, estava ocupando o cargo de corregedor da Procuradoria-Geral Federal, órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).
Vereador Ricardo Almeida passa por cateterismo de urgência em Salvador
O vereador Ricardo Almeida (DC), de 53 anos, foi internado às pressas nesta quinta-feira, 1, após apresentar problemas cardíacos que resultaram na realização de um cateterismo de urgência, no Hospital da Bahia, em Salvador.
Durante o procedimento, os médicos avaliaram a necessidade de realizar uma angioplastia. Com isso, o edil segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade hospitalar.
Até o momento, não há atualização sobre o estado de saúde do vereador.
Saiba o que é cateterismo
O cateterismo cardíaco é um procedimento médico invasivo que envolve a inserção de um cateter em um vaso sanguíneo do punho ou da virilha que vai até o coração para diagnosticar e tratar condições cardíacas, principalmente obstruções das artérias coronárias, que levam sangue para o músculo do coração.
Se durante o cateterismo for identificada alguma obstrução, é realizado então o seu tratamento por meio da angioplastia utilizando o implante de um stent, por exemplo.
Já o stent é parecido com uma mola que ajudará a manter a artéria coronária “aberta”, evitando que a obstrução volte, de acordo com informações da Rede D’Or.
Saiba o que é angioplastia
Já a angioplastia consiste em um procedimento terapêutico que utiliza o mesmo acesso do cateterismo. Essa abordagem permite que a angioplastia seja feita imediatamente após o cateterismo, sem a necessidade de um novo acesso ou intervenção separada.
Após a desobstrução da artéria coronária é realizado o implante de uma pequena malha de metal, conhecida como ‘stent’, no interior do vaso sanguíneo, ainda segundo a Rede D’Or.
Os stents tem poucos milímetros de diâmetro (em média de 2 a 5 mm) e de comprimento (8 até 48 mm) e são utilizados para manter a artéria aberta e o bom fluxo de sangue no seu interior.
Após apoio de Lula, saiba o que falta para o fim da escala 6×1 no Brasil
Centrais sindicais de todo o Brasil comemoram nesta quinta-feira, 1, o Dia do Trabalho com atos em diversas cidades do país. Neste ano, a principal pauta do movimento sindical é o fim da escala 6×1 e a redução na jornada de trabalho.
Na quarta-feira, 30, a pauta ganhou um apoio de peso. Durante pronunciamento em cadeia nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou a favor da mudança e prometeu agir para viabilizar as alterações necessárias nas leis trabalhistas para a diminuição da carga horária.
“Nós vamos aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho vigente no país, em que o trabalhador e a trabalhadora passam seis dias no serviço e têm apenas um dia de descanso, a chamada jornada 6 por 1. Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou o mandatário.
O debate sobre a redução das horas trabalhadas ganhou força em novembro de 2024, quando a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) conseguiu a quantidade de assinaturas necessárias para iniciar a tramitação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
Com 234 assinaturas, acima das 171 necessárias para ser protocolada e abaixo das 308 que aprovariam o projeto, a PEC foi protocolada na Casa no dia 25 de fevereiro e está parada desde então.
A proposta ainda não recebeu nenhum despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas deve começar a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, ainda passa por uma comissão especial antes de ir ao plenário. Na segunda-feira, 28, Hugo Motta afirmou que o projeto deverá entrar em diálogo “nos próximos dias”.
Segundo a CNN, alas do Congresso acreditam que a matéria não será aprovada se a redação final sugerir três dias de folga e quatro de trabalho semanais. Nos bastidores, deputados do PSOL e do PT já admitem que o projeto sofrerá alterações para enfrentar menos resistência.
O que muda?
A medida viabiliza a alteração do trecho da Constituição sobre a duração da jornada de trabalho. Atualmente, é permitido até oito horas diárias e 44 horas semanais, o que equivale a seis dias de trabalho e um dia de folga por semana.
A PEC propõe reduzir a jornada para oito horas diárias e 36 horas semanais, o que equivale a quatro dias de trabalho e três de folga por semana, o chamado modelo 4×3.
Onde é realidade?
A jornada de trabalho reduzida já é realidade em alguns países. Na Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia as jornadas semanais geralmente variam entre 35 e 40 horas, conforme informou a auditora fiscal de trabalho Luciana Veloso Baruki à Exame. Portugal, Reino Unido e Bélgica também já reduziram as horas trabalhadas semanalmente.
Na América Latina, o Chile é o país pioneiro no assunto. Uma lei de 2017 permite a semana de trabalho de quatro dias desde 2017, no entanto, é preciso haver um acordo entre empregadores e sindicatos que representem mais de 30% dos trabalhadores da empresa.
Na Ásia o tema ainda é tabu. O continente é conhecido pelas jornadas extenuantes de trabalho. Na China e na Índia, por exemplo, são comuns as escalas de trabalho que superam as 9 horas diárias e apenas um dia de folga.
No Japão, após casos de karoshi (morte por excesso de trabalho), o governo passou a discutir de forma mais séria medidas rígidas contra jornadas extensas que causam prejuízos à saúde.
Ministros do STF sinalizam não resistir a redução de penas do 8/1 e atribuem proposta ao Congresso
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) atribuem ao Congresso Nacional a iniciativa de buscar uma alternativa para a redução de penas dos condenados pelos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro.
A proposta de alterar o Código Penal para mudar a dosimetria das condenações foi discutida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ao menos três ministros do Supremo.
Eles negam ter dado aval à proposta em gestação no Congresso. Sinalizam, porém, que não devem resistir ao projeto de lei, segundo três ministros afirmaram à Folha.
Uma ala mais política do Supremo, que tem Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes como expoentes, diz que o tribunal tem aplicado nos casos de 8 de janeiro as penas previstas na Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, aprovada pelo Congresso em 2021.
De acordo com essa perspectiva, as críticas às penas elevadas para os denunciados por golpe de Estado deveriam ser dirigidas aos congressistas, e não ao Supremo. O ajuste na legislação, como propõe Alcolumbre, seria uma confissão do Legislativo, disse um ministro sob reserva.
Essa ala no Supremo tem defendido que o STF conseguiria conter a crise, com a ofensiva bolsonarista por anistia, analisando individualmente os processos contra os condenados. Essa tática envolve conceder prisões humanitárias, soltar presos provisórios e autorizar a progressão de penas ao longo deste ano.
Relator de mais de 1.500 processos do 8 de janeiro, Moraes chegou a colocar a estratégia em prática. O movimento foi entendido no Supremo como um gesto do ministro pela pacificação.
De 28 de março até 30 de abril, ele determinou a soltura de 28 denunciados pelos ataques aos três Poderes. Os casos envolvem presos provisórios e condenados com problemas de saúde.
Também liberou para julgamento no último mês somente casos de pessoas que estavam acampadas no Quartel-General do Exército, cujas penas de um ano de reclusão são substituídas pela obrigação de fazer um curso sobre democracia e prestar serviços comunitários.
Desde 28 de março, o Supremo julgou 40 casos do 8 de janeiro. Todos foram condenados a somente um ano de reclusão —exceto a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, cujo julgamento foi liberado por Luiz Fux após pedido de vista (mais tempo para análise).
Outros dois ministros ouvidos pela Folha dizem ser favoráveis à proposta de redução de penas como alternativa à anistia irrestrita apoiada pelos bolsonaristas. Eles rejeitam, porém, a tese de que a mudança no Código Penal seja fruto de um acordo institucional entre o Legislativo e o Judiciário.
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, indicou que não faria oposição à mudança na legislação que alterasse as penas relacionadas aos crimes cometidos em 8 de janeiro de 2023.
“A solução para quem acha que as penas foram excessivas é uma mudança na lei. Não acho que seja o caso de anistia, porque anistia significa perdão. E o que aconteceu é imperdoável. Mas redimensionar a extensão das penas, se o Congresso entender por bem, está dentro da sua competência”, disse Barroso em entrevista ao jornal O Globo publicada no início da semana.
Segundo o ministro, uma mudança na lei poderia beneficiar as pessoas que já foram condenadas pelos ataques às sedes dos Poderes.
Segundo integrantes do STF, o caminho para uma revisão das penas após eventual mudança na legislação seria a análise de um habeas corpus coletivo para os condenados.
Haveria, no entanto, uma divisão entre aqueles que lideraram a tentativa de golpe e aqueles que participaram do ato de 8 de janeiro na multidão que invadiu os prédios. A separação exata depende dos termos da lei a ser aprovada pelo Congresso.
A eventual redução das penas implicaria a soltura de grande parte dos cerca de 120 presos pelos ataques, uma vez que a progressão de regime é permitida a partir do cumprimento de um sexto da pena.
Uma versão inicial da proposta para reduzir as penas das pessoas que participaram dos ataques foi elaborada pela equipe de consultoria legislativa subordinada ao presidente do Senado.
A minuta prevê três mudanças na chamada Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito.
A principal alteração cria um novo tipo penal para punir aqueles que praticam atos considerados contra o Estado democrático de Direito, influenciados por uma multidão. Seria o caso daqueles que estiveram presentes no 8 de janeiro. Eles ainda seriam punidos normalmente, no entanto, por outros crimes como depredação, o que tem aumentado o tempo total de condenação.
A depender das circunstâncias do envolvimento de cada indivíduo, esse novo crime substituiria condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático e tentativa de golpe de Estado. Combinados, esses dois crimes levam a penas de 8 a 20 anos de prisão.
No estágio atual das discussões, o novo tipo penal teria sua punição numa faixa de dois a seis anos de prisão. Como a alteração da lei seria favorável aos acusados, ela retroagiria para beneficiar quem já praticou os crimes.
Um segundo dispositivo da proposta diz respeito à duplicidade de acusações contra os envolvidos nos atos. Atualmente, o direito penal prevê o concurso material, princípio segundo o qual as penas se acumulam quando uma pessoa comete dois ou mais crimes em diferentes ações.
De acordo com a minuta, a nova lei manteria os dois tipos penais, mas criaria a possibilidade de condenação apenas por abolição do Estado democrático, com um agravante nos casos em que o desfecho desse ato seja uma tentativa de golpe de Estado.
O terceiro ponto da proposta seria a inclusão na legislação de uma causa de aumento de penas para líderes e responsáveis pelo planejamento desses atos. O objetivo, segundo parlamentares, é ampliar o rigor contra esses personagens e desestimular outros episódios semelhantes.
Esse item, porém, não poderia ser aplicado para os denunciados por liderar a tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), uma vez que mudança na lei penal só retroagem em benefício, não para prejuízo do réu.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Fernando Collor, 75, e autorizou que ele cumpra sua pena em regime domiciliar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado a favor da concessão de prisão domiciliar a Collor, condenado a oito anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A idade avançada do ex-presidente e problemas de saúde, como a doença de Parkinson, Apneia do Sono Grave e Transtorno Bipolar, foram argumentos utilizados pela PGR no parecer.
“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação ao STF.
Collor chegou ao presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL) na última sexta-feira (25). Na ocasião, foi determinado que ele ficasse em ala especial por ter exercido a Presidência da República.
Ele aguardava a decisão de Moraes em uma cela com ar-condicionado, cama e vista para a horta do presídio.
Em nota, a defesa de Collor diz que recebe com “serenidade e alívio” a decisão de Moraes.
Justiça da Bahia suspende lei que criava vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador
A Justiça da Bahia suspendeu a lei municipal que estabelecia vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador. A norma, sancionada no início deste mês pelo prefeito Bruno Reis (União), determinava que o sistema metroviário reservasse alguns vagões apenas para passageiras nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h, de segunda a sexta).
A decisão judicial foi confirmada nesta quarta-feira (30) pela CCR Metrô, mesma data em que a medida deveria entrar em vigor. A lei havia sido aprovada em 31 de março, mas a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros (ANP Trilhos) entrou com uma ação questionando a validade da norma.
Justiça Federal condena ex-prefeito de Ibirapitanga por fraudes em obras do município
A Justiça Federal julgou procedente a ação contra o ex-prefeito de Ibirapitanga, na Bahia, Ruiverson Lemos Barcelos, por ato de improbidade administrativa. Ele e outros dois servidores foram condenados por fraudes na execução de obras públicas financiadas com recursos federais.
A decisão faz referência a um Convênio firmado entre o município e o Ministério da Integração Nacional, que previa intervenções como desassoreamento da Lagoa Grande, retificação do leito de um rio e construção de cais de proteção. As investigações demonstraram a utilização de uma empresa de fachada, constituída por pessoas ligadas à própria prefeitura, para desviar os recursos.
Segundo a sentença, a empresa Messias Santos Construtora foi usada para simular a execução do contrato, com a participação direta de servidores públicos. Um dos condenados atuava como engenheiro fiscal do contrato e era sócio oculto da empresa executora, o que evidencia conflito de interesses.
Ficou comprovado que a sub-rogação contratual (operação na qual o vencedor da licitação cede a execução do contrato a um terceiro) entre a empresa vencedora da licitação e a Messias Santos foi irregular. Segundo a ação, a movimentação financeira vinculada à execução do objetivo do convênio foi realizada sem respaldo documental regular.
“Verificou-se a existência de um esquema fraudulento consistente na constituição de diversas empresas vinculadas aos réus, que, de forma alternada, saíam vencedoras na maioria das licitações promovidas pela prefeitura de Ibirapitanga”, destaca um dos trechos da decisão.
A Justiça aplicou aos réus as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa incluindo: ressarcimento integral do dano causado ao erário, perda da função pública (caso estejam exercendo cargo), suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa civil equivalente ao valor do dano, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por oito anos, além de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 50 mil à União.
Os valores de ressarcimento e multa deverão ser apurados na fase de liquidação da sentença, com base em auditorias e documentos do Tribunal de Contas da União (TCU).