Deputado afirmou que vai encaminhar documentação à Secretaria da Educação da Bahia e cobrar providências sobre relatos envolvendo professor do Colégio Estadual Arraial d’Ajuda.
O deputado estadual Samuel Junior (PL) denunciou, durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta quarta-feira (4), um suposto caso de assédio eleitoral contra estudantes do Colégio Estadual Arraial d’Ajuda, localizado no distrito em Porto Seguro, no extremo-sul baiano.
A denúncia tem como base vídeos e áudios gravados por alunos e que circulam nas redes sociais. Nos registros, um professor é acusado de fazer manifestações político-partidárias a favor do presidente Lula (PT) em sala de aula e de afirmar que estudantes que votam na direita deveriam estudar em escolas particulares.
O parlamentar também mencionou uma publicação no perfil do Instagram da unidade escolar que, segundo ele, teria celebrado a vitória do candidato.
“A denúncia que me chegou afirma que o professor, além de ter feito campanha para o candidato Lula em sala de aula, ainda fazia críticas a alunos que pensavam diferente. E chegou também a mostrar vídeos de crítica ao ex-presidente Bolsonaro no telão da sala de aula. Um professor usar de sua autoridade para falar de política eleitoral, seja lado A ou B, não é um comportamento aceitável”, disse Samuel Junior durante o pronunciamento.
O deputado criticou o uso do ambiente escolar para manifestações eleitorais e afirmou que a situação exige apuração. Para ele, a escola deve ser um espaço de aprendizado, respeito à diversidade de opiniões e formação dos estudantes, sem constrangimentos ou perseguições motivados por posicionamentos políticos.
Samuel Junior informou que vai encaminhar a documentação sobre o caso à Secretaria da Educação do Estado da Bahia e cobrar providências. O parlamentar também ressaltou que defenderia a mesma apuração caso a situação envolvesse um professor com posicionamento político de direita.
“O papel do professor é ensinar, orientar e contribuir para a formação dos alunos, nunca constranger ou perseguir quem pensa diferente. A liberdade de pensamento precisa ser respeitada dentro da escola”, afirmou.
O parlamentar defendeu que os fatos sejam apurados pelos órgãos competentes e que eventuais responsabilidades sejam identificadas.
