O marqueteiro argentino Fernando Cerimedo, que trabalhou na campanha eleitoral do presidente da Argentina, Javier Milei, publicou em seu perfil no X, antigo Twitter, um texto irônico direcionado a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moraes viajou ao país vizinho para participar de um evento sobre atualização do Código Civil. Aproveitando a ida do ministro, o marqueteiro fez uma referência em relação à investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi acusado de “importunação” a uma baleia durante um passeio de jet ski.
“Visite também a Patagônia e nossas baleias, ninguém vai te acusar de chegar ‘muito perto’”, disparou Cerimedo, que disse ainda que na Argentina Moraes não precisa se preocupar, pois ninguém o iria perseguir e nem censurá-lo.
“Não tem problema, faça isso de graça, aqui ninguém vai te perseguir, censurar suas redes sociais, te prender, te trancar na cadeia com criminosos perigosos e traficantes de drogas só por dar sua opinião”, escreveu.
“Sinta-se à vontade e aproveite essa liberdade de questionar, perguntar e até pensar em coisas conspiratórias; aqui você estará livre para fazê-lo. Você pode até pedir o código-fonte dos nossos sistemas, assim como eu fiz antes desta eleição, que eles também podem te mostrar”, completou o marqueteiro.
alexandre de moraes
O presidente do PL Bahia, João Roma, saiu em defesa do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), alegando “ativismo judicial” contra o parlamentar que foi alvo da nova fase da operação Lesa Pátria, da Polícia Federal. O deputado bolsonarista negou apoio ao ato contra a Democracia.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Roma assinalou que o ativismo do poder judiciário virou regra e vem fazendo estragos à democracia do Brasil. “Assistimos incrédulos e indignados o que aconteceu com o deputado federal e líder da oposição na Câmara Federal, Carlos Jordy”.
Para Roma, causa repulsa o judiciário brasileiro agir de forma arbitrária, sem respeitar o princípio da separação dos poderes. “O deputado federal tem o direito constitucional de ser protegido pela manifestação das suas opiniões”.
O ex-ministro da Cidadania se solidarizou com o correligionário: “Conte com o meu apoio, deputado Carlos Jordy, para que possamos seguir unidos, lutando para que a tirania não crie raízes na nossa nação. Viver em democracia é respeitar o direito que cada um tem de escolher o caminho que quer seguir, sem que isso vire motivo de perseguição”.
Após ser alvo de buscas e apreensão em domicílio e no seu gabinete em Brasília, na manhã desta quinta-feira, 18, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) se pronunciou sobre o assunto, negou apoio a atos antidemocráticos e criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Em momento algum do 8 de Janeiro incitei ou falei para as pessoas que aquilo era correto, pelo contrário. Em momento algum estive nos quartéis quando estavam acontecendo acampamentos, nunca apoiei qualquer tipo de ato anterior ou depois do 8 de Janeiro. Não há nada que possa ser colocado contra mim ou que justifique essa busca e apreensão”, disse o parlamentar em vídeo publicado na sua página do Instagram.
Dedicada a investigar atos antidemocráticos, a Operação Lesa Pátria está na 24ª fase e teve oito mandados de busca no Rio de Janeiro e dois no Distrito Federal na manhã desta quinta-feira, 18. A PF apreendeu uma arma e um celular do deputado.
“Tentaram buscar outras coisas que pudessem me incriminar, mas não encontraram nada. Queriam dinheiro, eu tinha R$ 1 mil aqui em casa. Eu realmente não sabia o que era [a operação] até ter acesso a todas as notícias”, concluiu.
Após se tornar alvo de CPI, padre Júlio Lancellotti diz que Moraes telefonou para demonstrar solidariedade
O padre Julio Lancellotti revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, telefonou para ele e prestou “solidariedade e apoio”, após o nome do religioso ser apontado como alvo de um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo.
A declaração foi feita à CNN Brasil, nesta sexta-feira (5). “Ontem à noite, o ministro Alexandre de Moraes me ligou, eu fiquei muito sensibilizado com essa ligação. Eu conheço o ministro Alexandre de Moraes há mais de 30 anos […] Ele disse que está juntando todas as informações e, para isso também, ia conversar com o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, que manifestava apoio e solidariedade e, naquilo que fosse necessário, que nós o acionássemos”, disse.
Ainda de acordo com o padre, o objetivo da conversa de Moraes com o presidente da Casa, vereador Milton Leite (União), é “entender como é que está funcionando” o processo de instalação da CPI.
A proposta da CPI é do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Ele pretende investigar as Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam na região da Cracolândia, no centro de São Paulo.
O padre Julio atua como coordenador na Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, uma organização de amparo às pessoas em situação de rua, além de ser pároco na Paróquia São Miguel Arcanjo. Em 2023, ele virou nome da lei que proíbe a aporofobia (medo e rejeição aos pobres) por meio da arquitetura hostil.
Diretor da PF diz que é possível identificar quem planejou enforcar Alexandre de Moraes no 8 de janeiro
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou que é possível identificar as pessoas envolvidas no plano que pretendia enfocar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.
As declarações foram feitas nesta quinta-feira (4), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
Segundo Andrei, as informações sobre o planejamento de sequestro e assassinato do ministro da Corte foram identificadas em mensagens trocadas por golpistas em grupos de aplicativos de conversa.
O diretor da PF afirmou ainda que a instituição está “debruçada sobre essa pauta” e sobre “toda sorte de barbárie” discutida nos grupos de golpistas.
“Um dos planos era me enforcar na Praça dos Três Poderes”, revela Moraes sobre golpistas do 8 de janeiro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que os criminosos responsáveis pelos ataques golpistas do dia 8 de janeiro planejavam prendê-lo e, posteriormente, enforcá-lo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A declaração foi feita em entrevista divulgada pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira (4). Os golpistas atribuíam a Moraes uma suposta interferência no resultado das eleições, tese refutada por todas as auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral.
Moraes revelou que foram construídos três planos contra ele, para que fosse possível tirá-lo do poder. “Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais [do Exército] me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes”, disse.
Segundo o ministro, os planos estão em investigação em um inquérito separado no STF e em diligências tocadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
“Bastava me pedir” diz Michelle Bolsonaro sobre quebra dos sigilos bancário e fiscal
Por meio das redes sociais nesta sexta-feira (18), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em autorizar a quebra de seus sigilos bancário e fiscal e de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Pra quê quebrar meu sigilo bancário e fiscal? Bastava me pedir! Quem não deve, não teme! Fica cada vez mais claro que essa perseguição política, cheia de malabarismo e inflamada pela mídia, tem como objetivo manchar o nome da minha família e tentar me fazer desistir”, desaprovou.
O pedido pela quebra partiu da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de venda ilegal de joias e outros presentes entregues ao governo de Bolsonaro. Na sexta-feira (11) o órgão cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que está preso desde maio; seu pai, o general Mauro César Cid; o tenente do Exército Osmar Crivellati e também o advogado de Bolsonaro Frederick Wassef.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quinta-feira, 17, a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama, Michelle.
O pedido foi feito pela Polícia Federal após a operação da última sexta-feira, 11, que mirou um esquema de desvio e venda no exterior dos bens dados de presente à Presidência da República em missões oficiais — como os conjuntos de joias recebidos da Arábia Saudita. O objetivo da medida é saber se o dinheiro da venda das joias chegou até Bolsonaro.
Segundo o UOL, além da quebra do sigilo, o ministro também autorizou o pedido de cooperação internacional feito pela PF para solicitar aos Estados Unidos a quebra do sigilo bancário dos investigados.
De acordo com a PF, os recursos gerados com as vendas dos bens eram repassados a Bolsonaro em dinheiro vivo. Outros indícios da participação do ex-chefe do Executivo se deve ao fato de as joias serem levadas ao exterior durante viagens presidenciais em aviões da FAB.
“Os valores obtidos dessas vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da República, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”, diz a PF.
A defesa de Bruno Monteiro Aiub, youtuber conhecido como Monark, recorreu, nesta quarta-feira (9), da decisão do ministro Alexandre de Moraes que aplicou multa de R$ 300 mil e suspendeu as redes sociais do influenciador digital por descumprimento de decisão judicial.

Na semana passada, além de aplicar a multa, o ministro determinou o bloqueio do valor nas contas bancárias de Aiub, a suspensão de novos perfis nas redes sociais e o fim da monetização dos canais. Além disso, novo inquérito contra o influenciador foi aberto. Monark é investigado pela suposta prática de espalhar “notícias fraudulentas” sobre as eleições.
O bloqueio foi autorizado após Moraes receber um relatório no qual o setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo próprio ministro, constatar que Monark continua postando vídeos em novas contas. As postagens ocorreram mesmo após a primeira determinação que suspendeu as redes sociais.
No agravo regimental, o advogado Jorge Salomão Urbani sustenta que o inquérito contra Monark é ilegal por tratar a suposta conduta de divulgar fake news como crime.
“Eventual desinformação ou fake news não são crimes, são atos de natureza cível, sede que igualmente não autorizaria a decretação das graves medidas em desfavor do agravante se estivéssemos em um Estado Democrático de Direito onde as leis e a Constituição ainda vigorassem”, afirmou o advogado.
Segundo a defesa, o influenciador nunca incitou, instigou ou cometeu atos antidemocráticos.
“Todas as manifestações públicas ou privadas do agravante apenas expressam as suas críticas, ainda que divergentes ou ideologicamente antagônicas ao que pensa determinada parcela da sociedade, de maneira que as suas falas não poderiam, em nenhuma medida, ser objeto de censura prévia”, concluiu Urbani.
O recurso foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes. Caso o ministro não reconsidere a decisão, a defesa pede que a ação seja julgada pelo Supremo. Não há prazo para julgamento.
O julgamento para descriminalização do porte de droga para consumo próprio no Brasil foi adiado novamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 2. O pedido para o adiamento da sessão foi solicitado pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes. Na oportunidade, o decano afirmou que analisará os votos apresentados.
A sessão iniciada às 14h, foi retomada com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que votou a favor da prática. Na ocasião, o magistrado apresentou voto-vista pela descriminalização quando o indivíduo transportar ou trazer consigo de 25 a 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas.
O julgamento sobre o tema foi iniciado em 2015 e está parado há 7 anos. Até o momento, já votaram a matéria: Gilmar Mendes, Edson Fachin e Roberto Barroso, que também acenaram a favor da medida.
Os ministros vão decidir se é válido o artigo da Lei de Drogas que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo próprio.
A venda de drogas não será abordada e vai seguir como ilegal. No julgamento, os ministros devem fixar quais critérios podem diferenciar usuários e traficantes.