Durante passagem por Ilhéus, no sul da Bahia, o candidato a deputado federal Marcell Moraes (PSDB) visitou um lar temporário para animais e chamou atenção para a situação de cães e gatos em situação de rua no município. Ao percorrer diferentes pontos da cidade, o candidato afirmou ter encontrado animais abandonados e cobrou uma atuação mais efetiva do poder público.
Marcell também questionou informações sobre recursos destinados à aquisição e à manutenção de um Castramóvel no município. Segundo ele, a Câmara Municipal teria rejeitado uma proposta relacionada ao equipamento. O candidato afirmou que vai verificar a procedência das informações, a existência dos recursos e sua aplicação.
“Acabo de visitar um lar temporário aqui em Ilhéus e, andando pelas ruas, vejo alguns animais de rua. E o mais impressionante é saber que a Câmara Municipal rejeitou um projeto do Castramóvel. O pior de tudo é que existe um recurso da Prefeitura de Ilhéus para a compra de um Castramóvel e, aparentemente, também existe recurso para a manutenção do equipamento que já existe. Prefeito, a obrigação de cuidar dos animais é sua. E eu estou falando isso inclusive porque o prefeito faz parte do meu grupo político. Vou cobrar e vou averiguar se essa denúncia procede”, declarou.
O candidato destacou ainda que protetores e voluntários não podem continuar arcando sozinhos com despesas relacionadas ao acolhimento e tratamento dos animais. “Não é obrigação de protetor nenhum cuidar sozinho dos animais. É obrigação do poder público. Os animais não pagam impostos, mas existe uma cadeia de impostos envolvendo vacina, ração, medicamentos, tratamentos veterinários e tantos outros produtos. E esse dinheiro precisa se transformar também em políticas públicas de proteção animal”, afirmou.
Marcell disse que pretende apurar a situação dos recursos e do Castramóvel e, caso sejam identificadas irregularidades, buscar a responsabilização dos envolvidos. “Se houver irregularidade, os responsáveis terão que responder por isso. Se for comprovado que houve desvio ou uso indevido de recurso público, isso precisa ser levado às autoridades competentes”, concluiu.