Um jumento inflável de três metros vai ocupar pontos simbólicos de Salvador, como o Pelourinho e a Assembleia Legislativa da Bahia, entre os dias 4 e 7 de maio, em uma ação que pressiona o Congresso a aprovar um projeto de lei que proíbe o abate do animal em todo o país.
A mobilização é organizada por entidades de defesa animal, como a ONG The Donkey Sanctuary, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos. O objetivo é dar visibilidade à pauta após a Justiça Federal suspender o abate na Bahia —hoje o único estado com frigoríficos autorizados para essa atividade.
As organizações temem que, sem uma proibição nacional, a prática migre para outras regiões. O foco agora é o avanço do PL 2.387/2022, que aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A ação ocorre paralelamente ao 4º Workshop Internacional Jumentos do Brasil, que será realizado em Salvador e reunirá especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir alternativas à exploração da espécie.
Dados apresentados pelas entidades indicam que o Brasil perdeu cerca de 94% da população de jumentos desde a década de 1990. A principal causa apontada é a exportação de peles para a produção de ejiao, substância usada na medicina tradicional chinesa e associada a promessas de rejuvenescimento, sem comprovação científica.
Pesquisadores alertam que, mantido o ritmo atual, o jumento nordestino pode entrar em extinção até 2030.
