O Senado Federal aprovou a indicação da desembargadora Margareth Rodrigues Costa para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A votação em plenário registrou 49 votos favoráveis e 22 contrários, garantindo a nomeação da magistrada para integrar a Corte.
A indicação foi encaminhada pela Presidência da República por meio da mensagem MSF 8/2026 e contou com parecer favorável do senador Jaques Wagner, que ressaltou a qualificação técnica da indicada para o exercício do cargo.
Antes de ser aprovada em plenário, Margareth Costa passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde obteve 17 votos favoráveis e 9 contrários. Durante a sessão, a magistrada destacou o simbolismo de sua trajetória e a importância da representatividade feminina na magistratura.
Em sua manifestação aos senadores, ela afirmou que sua chegada ao TST reflete não apenas sua trajetória profissional, mas também o avanço da presença de mulheres em espaços de decisão no Judiciário.
A nova ministra ocupará a vaga aberta com a aposentadoria de Aloysio Silva Corrêa da Veiga. Até então, Margareth Costa atuava como desembargadora no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, com sede em Salvador.
Formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1985, ingressou na magistratura trabalhista em 1990. Ao longo de sua carreira, exerceu funções como juíza titular em varas do trabalho em cidades como Jacobina, Camaçari e Salvador.
Em 2014, foi promovida ao cargo de desembargadora do TRT-5, consolidando mais de três décadas de atuação na Justiça do Trabalho.
Com a aprovação pelo Senado, Margareth Rodrigues Costa passa a integrar o TST, tribunal responsável por uniformizar a jurisprudência trabalhista no país. A nomeação reforça a composição da Corte em um momento de desafios nas relações de trabalho e na consolidação de entendimentos jurídicos na área.
