Os colombianos vão às urnas neste domingo (8) para eleger um novo Congresso e escolher três dos candidatos à presidência que disputarão as eleições em maio, uma votação que definirá a capacidade do próximo presidente de aprovar leis e cumprir sua agenda.
Os eleitores escolherão entre mais de 3.000 candidatos para preencher 102 cadeiras no Senado e 182 cadeiras na Câmara dos Representantes, em uma eleição que, segundo analistas, será dividida entre cerca de duas dezenas de partidos, provavelmente forçando o próximo presidente a formar um governo de coalizão.
Cerca de 41,2 milhões de eleitores aptos a votar também poderão participar de consultas por meio das quais alguns partidos de direita, centro e esquerda selecionarão seus candidatos à presidência.
Vários dos principais candidatos — incluindo o esquerdista Ivan Cepeda, o direitista Abelardo De La Espriella e o centrista Sergio Fajardo — não participarão das primárias de domingo.
“É muito importante vir e exercer o direito de voto. O mais importante é que a Colômbia decida seu futuro e que os resultados sejam respeitados”, disse Federico Rodriguez, um administrador de empresas de 32 anos, após votar na zona norte de Bogotá.
“É um orgulho podermos sair e exercer nosso direito ao voto e à democracia, mas também tenho incertezas sobre os resultados, sobre como será o futuro da Colômbia nos próximos quatro anos”, disse a estudante universitária Isabella Suarez, de 21 anos.
O presidente Gustavo Petro, cujo mandato termina em agosto, questionou repetidamente o software que será usado para a contagem dos votos nas eleições, alegando possíveis irregularidades, enquanto o Registrador Nacional Hernán Penagos garantiu a transparência da votação e afirmou que os observadores dos partidos podem verificar os resultados do software.
Cerca de 246 mil membros das forças militares e da polícia nacional foram colocados em alerta máximo para prevenir ataques de grupos armados ilegais que buscam perturbar as eleições ou pressionar os eleitores a votarem em determinados candidatos, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, nesta semana.
