Início » Projeto de lei cria selo “Salvador Sem Desperdício” para incentivar redução do descarte de alimentos na capital

Projeto de lei cria selo “Salvador Sem Desperdício” para incentivar redução do descarte de alimentos na capital

por Redação

A Câmara Municipal de Salvador analisa o Projeto de Lei nº 29/2026, que institui a Política Municipal de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos (PMCPDA) e cria o selo “Salvador Sem Desperdício”. A proposta tem como objetivo estimular estabelecimentos e instituições a adotarem práticas responsáveis de aproveitamento e doação de alimentos próprios para consumo humano.

O selo poderá ser concedido a empresas, organizações e estabelecimentos do setor de alimentação que comprovarem iniciativas voltadas à redução do desperdício e à destinação adequada de alimentos. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-BA), a capital baiana possui cerca de 12 mil estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar, entre bares, restaurantes, lanchonetes e similares, que poderão aderir à iniciativa.

Autor do projeto, o vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) destaca que a iniciativa busca fortalecer a responsabilidade social e reduzir o descarte de alimentos ainda próprios para consumo. “O selo Salvador Sem Desperdício é uma forma de reconhecer e incentivar práticas responsáveis no uso dos alimentos. A proposta cria mecanismos para estimular a doação e evitar que alimentos adequados para consumo sejam descartados, contribuindo para o enfrentamento da insegurança alimentar no município”, afirmou.

Além da criação do selo, o projeto estabelece diretrizes para reduzir perdas ao longo da cadeia de produção, comercialização e consumo de alimentos. Entre os objetivos estão o combate à insegurança alimentar e nutricional em Salvador, o incentivo à responsabilidade social empresarial e a integração com programas de doação de alimentos já existentes.

A proposta também prevê a priorização do atendimento a famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade social cadastradas em programas sociais, além de incentivar a participação de bancos de alimentos e instituições públicas e privadas que atuam na distribuição gratuita de gêneros alimentícios. A expectativa é ampliar o aproveitamento de alimentos que ainda estão próprios para consumo e fortalecer ações solidárias no município.

Veja também